Quais são os Brics e por que ganham destaque com reunião no Rio neste julho

Entenda o papel e a atuação do grupo que representa quase metade da população global.

O Brics – sigla que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – é hoje um fórum político-diplomático que reúne onze países‑membros do chamado Sul Global, além de dez parceiros, visando cooperação multilateral sem estrutura formal de organização internacional.

Criado em 2009 como “BRIC” – termo cunhado por Jim O’Neill do Goldman Sachs –, o fórum ganhou o “S” em 2010 com a entrada da África do Sul e, a partir de janeiro de 2024, incorporou Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Irã. Em janeiro de 2025, a Indonésia foi admitida como membro pleno, elevando o total para 11 países.

Esses países congregam cerca de 43% da população mundial e respondem por 27% do PIB global, expressando-se como uma voz de crescente relevância nas discussões de desenvolvimento, governança global e economia internacional.

Ao contrário de blocos com secretariado permanente e orçamento próprio, como a União Europeia, o Brics opera por meio de uma presidência rotativa anual, que organiza conferências, reuniões ministeriais e a cúpula de chefes de Estado. Em 2025, o Brasil ocupa a presidência, sediando a cúpula no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho – a 17ª cúpula anual do grupo.

A cúpula abordará reformas em instituições globais (ONU, FMI, Banco Mundial, OMC), sistemas de pagamento em moedas locais, segurança alimentar, combate à pobreza, desigualdade, desenvolvimento sustentável e inteligência artificial.

Em apoio às negociações oficiais, ocorrerá também, nos dias 4 e 5 de julho, a primeira edição do “Conselho Civil do Brics”, reunindo sociedade civil brasileira no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio. O evento favorecerá propostas participativas e temáticas antes da cúpula principal.

Embora sem poder decisório automático, os acordos firmados no Brics – como o Novo Banco de Desenvolvimento e o Arranjo de Reserva Contingente – devem ser implementados pelos países individualmente. Esses instrumentos visam oferecer alternativas econômicas ao modelo tradicional liderado pelo Ocidente.

Fonte:
Agência Brasil

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