Remo vive grande fase e sonha com o título da Série B, enquanto o Paysandu luta contra o rebaixamento quase certo

A reta final da Série B de 2025 reserva emoções contrastantes para os torcedores paraenses. Enquanto o Remo se aproxima cada vez mais do acesso à elite do futebol brasileiro, o Paysandu amarga a lanterna e enfrenta uma situação praticamente irreversível na luta contra a queda para a Série C. A quatro rodadas do fim, a matemática e as estatísticas ajudam a entender o que ainda pode acontecer com cada equipe.

O Remo, vice-líder com 57 pontos, vem em excelente fase. São cinco partidas sem derrota, com quatro vitórias e um empate, desempenho que o coloca muito próximo do objetivo principal: o acesso. Historicamente, a pontuação mínima necessária para subir gira entre 61 e 64 pontos, e os azulinos precisam de apenas sete pontos, o equivalente a duas vitórias e um empate, para alcançar essa marca e garantir, na prática, o acesso à Série A. Com um aproveitamento de quase 56% e uma defesa sólida, o time demonstra consistência tática e mental em um momento decisivo da competição. As projeções indicam entre 80% e 95% de chance de acesso, dependendo do desempenho nas últimas rodadas, e cerca de 25% de probabilidade de conquistar o título, caso consiga ultrapassar o líder Coritiba, que soma 60 pontos.

Em contrapartida, o Paysandu vive um cenário dramático. Último colocado, com apenas 27 pontos em 34 jogos, o time tem um aproveitamento de 26,5% e está a oito pontos de sair da zona de rebaixamento. Com apenas 12 pontos ainda em disputa, o clube precisaria de uma combinação improvável de resultados para escapar. Mesmo vencendo todos os jogos restantes, chegaria a 39 pontos, número que historicamente não é suficiente para evitar a queda — a linha de segurança costuma ficar entre 40 e 42. As projeções estatísticas apontam praticamente 100% de chance de rebaixamento, reflexo do baixo rendimento ofensivo (31 gols marcados) e da fragilidade defensiva (44 sofridos).

Enquanto o Remo sonha alto e pode coroar a temporada com o acesso, e até com o título, caso mantenha o ritmo e conte com tropeços do Coritiba, o Paysandu precisa pensar em reconstrução. A luta, agora, é por dignidade nas rodadas finais e planejamento para 2026.

MOSTRAR MAIS

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »