COP30 inicia articulação para viabilizar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até 2035
Líderes de países desenvolvidos e em desenvolvimento, representantes de bancos, investidores e instituições da sociedade civil participaram da primeira reunião sobre a execução do Mapa do Caminho de Baku a Belém — plano que visa mobilizar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até 2035 para nações em desenvolvimento.
O encontro, realizado durante a COP30 na zona azul de Belém, foi conduzido pelas presidências da COP29 e COP30. A receptividade ao plano foi ampla.
“Vamos continuar trabalhando para tornar os US$ 1,3 trilhão uma realidade”, afirmou o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30.
A CEO da conferência, Ana Toni, reforçou que os recursos existem, mas há uma lacuna na capacidade de redirecioná-los com a escala e velocidade exigidas pela crise climática.
Já o secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, destacou a urgência da mobilização:
“Apesar de ambiciosa, essa meta é factível.”
Ele citou o furacão Melissa, que atingiu a América Central, como exemplo dos custos da inação climática.
Luiz de Andrade Filho, representante da presidência da COP30 para financiamento, ressaltou a boa vontade política entre as partes do Acordo de Paris. Enquanto isso, Elmaddin Mehdiyev, da COP29, adiantou que os próximos passos incluem detalhar ações concretas previstas no documento.
O que é o Mapa do Caminho de Baku a Belém?
O plano foi construído com mais de 200 contribuições de governos, setor financeiro, sociedade civil e academia — entre elas, o relatório do Círculo de Ministros de Finanças da COP30, liderado pelo ministro Fernando Haddad.
A proposta não cria novos instrumentos, mas aperfeiçoa os mecanismos existentes de financiamento climático, com foco em previsibilidade, acessibilidade, disponibilidade e justiça.
Clima político e institucional
A reunião ocorreu num contexto de pressão global por reformas nas estruturas financeiras internacionais, com foco em ampliar a resposta climática. Toni mencionou iniciativas como a Bridgetown Initiative, o Finance in Common Summit, a Cúpula Africana do Clima e o fórum TF‑CLIMA G20 como parte dessa movimentação.
Estiveram presentes representantes da França, Japão, Quênia, Noruega, China, Canadá, Reino Unido e União Europeia.





