COP30 reforça valorização dos saberes tradicionais na ciência, diz Finep

Instituição destaca papel dos povos amazônicos na produção de conhecimento sustentável.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) afirmou que a COP30, que será realizada em Belém em 2025, marcará um novo momento de integração entre a ciência e os saberes tradicionais dos povos da Amazônia. A instituição destacou que a conferência será uma oportunidade histórica para reconhecer o papel das comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas na produção de conhecimento científico e tecnológico voltado à sustentabilidade.

De acordo com a Finep, os saberes tradicionais acumulados por essas populações ao longo de séculos representam um patrimônio imensurável de ciência empírica, com potencial para contribuir diretamente com as inovações em bioeconomia, manejo sustentável, farmacologia e adaptação climática.

O presidente da Finep, Celso Pansera, destacou que o Brasil se prepara para apresentar na COP30 uma agenda de ciência e tecnologia inclusiva, que valoriza a diversidade de saberes. “A Amazônia não é apenas um território de pesquisa, mas um território de conhecimento. O que os povos tradicionais sabem é ciência, e a Finep reconhece isso”, afirmou.

A instituição, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tem atuado na formulação de políticas que estimulam a bioinovação, a pesquisa colaborativa e a participação comunitária em projetos científicos. Pansera ressaltou que a ciência amazônica deve ser construída “com os povos da floresta e não apenas sobre eles”.

Durante o evento, a Finep também anunciou o fortalecimento de programas de apoio à bioeconomia e à inovação social, com foco na inclusão de comunidades tradicionais nos processos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A proposta é transformar o conhecimento popular em soluções concretas para o enfrentamento da crise climática.

A expectativa é que a COP30 sirva como plataforma global para a valorização dos saberes amazônicos, promovendo a integração entre universidades, centros de pesquisa e organizações comunitárias. O objetivo é garantir que a ciência brasileira avance em diálogo com a natureza e com as pessoas que vivem na floresta.

Segundo a Finep, esse modelo de cooperação científica será essencial para que o Brasil apresente ao mundo um novo paradigma de desenvolvimento sustentável, fundamentado na justiça climática, na inclusão social e no respeito às tradições amazônicas.


Com informações de: Agência Brasil e Finep

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