
Sistema Sniper ganha nova função para solicitar bloqueio de bens na Justiça
Plataforma do Conselho Nacional de Justiça passa a permitir solicitações de restrições de ativos diretamente no ambiente integrado.
O Sistema Nacional de Investigação Patrimonial e Recuperação de Ativos (Sniper) ganhou uma nova funcionalidade que amplia o uso da ferramenta pelo Poder Judiciário. Além da investigação patrimonial, magistrados e servidores autorizados poderão solicitar bloqueios de bens e ativos vinculados a pessoas físicas e jurídicas envolvidas em processos judiciais. O módulo de bloqueio também permite acompanhar o andamento das requisições e gerenciar os pedidos diretamente pela plataforma.
Na prática, a novidade pode tornar mais rápida a busca por patrimônio de pessoas e empresas que possuem dívidas reconhecidas judicialmente. Com menos etapas para localizar e solicitar o bloqueio de bens, a ferramenta contribui para que decisões da Justiça sejam cumpridas com maior eficiência.
Iniciativa do Programa Justiça 4.0, o Sniper reúne informações provenientes de diversas bases utilizadas pela Justiça brasileira para subsidiar pesquisas patrimoniais e pedidos de bloqueio. A ferramenta centraliza consultas que antes exigiam acesso individual a sistemas como Sisbajud, Renajud e Anacjud, reduzindo o tempo necessário para as investigações.
O novo módulo inclui uma área específica para configuração das restrições, permitindo definir informações sobre o processo, órgão responsável, valores e bens a serem bloqueados. Também é possível programar bloqueios recorrentes de forma automática, realizando novas tentativas a cada 48 horas.
Segundo o juiz auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e coordenador do Programa Justiça 4.0, Dorotheo Barbosa Neto, a novidade reforça o papel do Sniper de integrar diferentes soluções. “O grande avanço é transformar a investigação patrimonial em uma atividade mais simples e eficiente”, afirmou.
O acesso à funcionalidade segue as mesmas regras dos sistemas integrados, garantindo que apenas usuários com permissões nas plataformas de origem possam solicitar e acompanhar bloqueios. O acesso ao Sniper exige registro prévio no Renajud.
Fonte / Com informações: CNJ
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