Economia brasileira cresce 2,3% em 2025 e mantém sequência de alta

PIB avança pelo quinto ano seguido, mas ritmo desacelera; no quarto trimestre, variação foi de 0,1%, segundo o IBGE.

A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, informou nesta terça-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o quinto ano consecutivo de expansão, embora em ritmo menor que o observado em 2024, quando o avanço foi de 3,4%.

No quarto trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) ficou praticamente estável, com alta de 0,1% na comparação com o trimestre anterior.

Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 12,7 trilhões no ano passado. O PIB per capita chegou a R$ 59.687, com crescimento real de 1,9% em relação a 2024. Ambos os indicadores atingiram o maior nível da série histórica iniciada em 1996.

Agro puxa crescimento

Pela ótica da produção, todas as grandes atividades registraram alta, com destaque para a agropecuária, que cresceu 11,7% e respondeu por 32,8% da expansão do PIB em 2025. O resultado foi impulsionado por recordes de produção de milho (23,6%) e soja (14,6%).

Os serviços avançaram 1,8%, com crescimento disseminado em todos os segmentos, especialmente informação e comunicação (6,5%) e atividades financeiras (2,9%).

A indústria teve alta de 1,4%, puxada pela extração de petróleo e gás (8,6%). A construção ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,5%.

Agropecuária, indústria extrativa, outras atividades de serviços e informação e comunicação responderam por 72% do crescimento do ano.

Consumo perde fôlego

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,3%, bem abaixo dos 5,1% registrados em 2024. Segundo o IBGE, o desempenho foi afetado pela política monetária contracionista, com juros elevados ao longo do ano.

O consumo do governo avançou 2,1%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) cresceu 2,9%. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, levemente inferior à de 2024.

No quarto trimestre, os investimentos recuaram 3,5%, mas a estabilidade do consumo das famílias e o aumento do gasto público evitaram retração do PIB.

Juros altos e inflação

O Banco Central elevou a taxa Selic de 10,5% ao ano, em setembro de 2024, para 15% em junho de 2025, patamar mantido até o fim do ano. A medida buscou conter a inflação, que permaneceu por 13 meses fora do intervalo de tolerância da meta de 3%.

A alta dos juros encarece o crédito e desestimula consumo e investimentos — efeito que contribuiu para a desaceleração do crescimento em 2025.

Apesar do cenário restritivo, o país encerrou o ano com a menor taxa de desemprego da série histórica, segundo o IBGE.

Com informações da Agência Brasil.

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