Justiça condena assassinos de Marielle a indenizar viúva
Decisão é do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, executores da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ao pagamento de indenização por danos morais e pensão mensal à viúva da parlamentar, Mônica Benício.
A decisão determina que os dois paguem, de forma solidária, R$ 200 mil por danos morais, além de uma pensão equivalente a dois terços dos rendimentos de Marielle, incluindo 13º salário e férias. O pagamento deverá retroagir à data do crime, em 14 de março de 2018, e seguir até o limite da expectativa de vida da vereadora — 76 anos — ou até o falecimento da beneficiária.
Marielle tinha 38 anos quando foi assassinada, em uma emboscada na região central do Rio. O juízo também garantiu o reembolso e o custeio de despesas médicas e psicológicas da viúva, valores que ainda serão apurados.
Em nota, Mônica Benício afirmou que a decisão tem caráter simbólico e ressaltou que a luta por justiça não se resume à reparação financeira. Segundo ela, “a responsabilização dos mandantes é condição fundamental para que a democracia brasileira dê uma resposta à altura do que foi o assassinato de Marielle e Anderson”.
A condenação criminal de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz ocorreu em outubro de 2024. Já o julgamento dos acusados de serem os mandantes — os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, além de outros envolvidos — está marcado para os dias 24 e 25 deste mês, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
Com informações da Agência Brasil.





