Banco Central agiliza devolução de valores em golpes com Pix
O Banco Central anunciou novas regras que tornam mais rápida e eficaz a devolução de dinheiro em casos de golpe via Pix. Agora, o sistema rastreia toda a trajetória dos valores, permitindo o bloqueio e a recuperação a partir de qualquer conta envolvida — não apenas da conta que recebeu o dinheiro originalmente.
A mudança complica a ação dos golpistas, já que o sistema identifica os repasses sucessivos, mesmo quando os valores são transferidos rapidamente para outras contas. Assim, o bloqueio pode ocorrer em diferentes etapas da movimentação, ampliando as chances de recuperação.
Para acionar o procedimento, a vítima deve registrar a solicitação em seu banco em até 80 dias após a transação. A instituição tem até 11 dias para analisar o caso e, confirmada a fraude, devolver o valor. O pedido pode ser feito diretamente pelo aplicativo, por autoatendimento, o que reduz a burocracia.
O mecanismo vale apenas para golpes, fraudes e situações de coerção. Casos de erro de digitação, arrependimento ou conflitos comerciais não estão cobertos. A adesão das instituições é opcional até 2 de fevereiro de 2026, quando passará a ser obrigatória.
O Banco Central destaca que o sucesso do sistema depende da agilidade no bloqueio dos valores, mas afirma que a taxa de recuperação já está crescendo. Especialistas recomendam que, em caso de golpe, o usuário contate imediatamente o banco para iniciar o processo dentro do prazo.





