
Senador Jader Barbalho propõe Marco Nacional das Cidades Climáticas aos municípios
Projeto de lei visa apoiar mais de 5,5 mil cidades brasileiras com diretrizes, financiamento e adaptação urbana frente à crise climática.
O senador Jader Barbalho (MDB-PA) apresentou ao Senado Federal o projeto de lei que cria o Marco Nacional das Cidades Climáticas — uma proposta destinada a fortalecer a capacidade técnica, operacional e financeira dos municípios brasileiros diante dos impactos da crise climática.
Segundo o parlamentar, mais de 5.500 cidades enfrentam limitações técnicas e orçamentárias para elaborar e implementar políticas de mitigação e adaptação.
“O Brasil não pode avançar em políticas climáticas sem que as cidades tenham apoio estruturado”, afirmou Jader Barbalho.
Três eixos de ação
O projeto estabelece três pilares principais:
- Planos Locais de Ação Climática (PLACs) – deverão ser integrados aos planos diretores e às políticas de mobilidade urbana nas cidades com mais de 50 mil habitantes. Municípios menores poderão adotar versões simplificadas, com apoio técnico da União.
- Programa Nacional de Apoio às Cidades Climáticas (PNACC) – coordenado pelos ministérios das Cidades, Meio Ambiente e Fazenda, o programa oferecerá assistência técnica, capacitação e acesso a linhas de crédito e financiamento climático.
- Fundo Nacional de Financiamento Climático Municipal (FNFCM) – voltado a projetos locais de adaptação e mitigação, com recursos provenientes da União e de cooperações internacionais.
Contexto político e relevância
O senador Jader Barbalho destacou que a proposta chega em momento simbólico, com Belém prestes a sediar a COP30, conferência global sobre mudanças climáticas.
“É hora de mostrar que a liderança climática do Brasil também está nas suas 5.570 cidades”, afirmou o senador.
A iniciativa reforça a visão de que o nível municipal é o epicentro da ação climática — onde os efeitos da crise ambiental são mais diretos e as respostas mais urgentes. A proposta também dialoga com o princípio de que “não há justiça climática sem justiça urbana e social”.
Impacto esperado
Se aprovado, o Marco Nacional das Cidades Climáticas poderá se tornar um instrumento jurídico de longo prazo, capaz de alterar o panorama da adaptação urbana no Brasil.
A medida ampliará o acesso equitativo a recursos, tecnologias e capacitação técnica, garantindo que municípios de todos os portes possam se preparar para os desafios ambientais e econômicos do futuro.
“Trata-se de um passo decisivo para fazer do Brasil um país mais resiliente, sustentável e socialmente justo”, concluiu Barbalho.
Com informações: www.jaderbarbalho.com.br





