Ex-presidente do INSS se nega a responder perguntas durante depoimento à CPI

João Lopes comparece ao Senado, mas silencia diante de questionamentos da relatoria sobre fraudes previdenciárias.

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), João Lopes, compareceu nesta segunda-feira (14) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga fraudes previdenciárias, mas recusou-se a responder às perguntas feitas pelo relator, senador Esperidião Amin (PP-SC).

Amparado por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, Lopes exerceu o direito de permanecer em silêncio durante questionamentos considerados de natureza incriminatória. Ainda assim, respondeu de forma breve a algumas perguntas de caráter formal feitas pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

A comissão apura esquemas de pagamento indevido de benefícios previdenciários, além de supostas falhas administrativas no sistema de concessões do INSS. Lopes presidiu o órgão entre 2023 e 2024, período em que parte das irregularidades teriam ocorrido, segundo as investigações.

O relator da CPI lamentou a postura do depoente, afirmando que o silêncio compromete o avanço dos trabalhos e a busca por responsabilidade administrativa.
“O cidadão tem o direito constitucional de se manter em silêncio, mas o Senado tem o dever institucional de investigar.” Esperidião Amin, senador (PP-SC)

A CPI deve concluir seus trabalhos até o fim de novembro, com a apresentação de relatório final e sugestões de medidas legislativas e responsabilizações.

Com informações da: Agência Brasil

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