Fazendeiro planeja criar Universidade do Búfalo na Ilha do Marajó

Projeto quer impulsionar pesquisa, inovação e sustentabilidade na bubalinocultura.

Um fazendeiro marajoara pretende criar a primeira Universidade do Búfalo do Brasil, na Ilha do Marajó, no Pará. A iniciativa busca transformar a região em referência internacional em pesquisa, ensino e inovação na bubalinocultura, promovendo o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva que é símbolo da economia local.

O projeto prevê a implantação de uma instituição de ensino e pesquisa especializada em temas como melhoramento genético, manejo sustentável, produção de leite e carne, biotecnologia e desenvolvimento territorial. A ideia é integrar o conhecimento acadêmico à prática agropecuária tradicional do Marajó, criando oportunidades para estudantes, produtores e comunidades ribeirinhas.

De acordo com o idealizador, o objetivo é que a universidade funcione também como centro de capacitação técnica e incubadora de soluções sustentáveis, com foco na formação de profissionais qualificados e na geração de renda local. O projeto deverá contar com parcerias com universidades públicas e privadas, além de apoio de instituições de fomento à pesquisa e à agroindústria amazônica.

A Ilha do Marajó concentra o maior rebanho de búfalos do Brasi, estimado em mais de 700 mil cabeças — e se destaca pela produção de carne, leite e derivados, como queijos e manteiga de búfala, além de produtos artesanais com valor agregado. A criação da universidade busca agregar ciência e inovação a essa tradição centenária, conciliando produtividade com preservação ambiental.

Segundo o fazendeiro, o projeto está em fase de planejamento estrutural e busca de investimentos, e deverá incluir laboratórios, fazenda-escola e programas de extensão rural. “O búfalo é um símbolo do Marajó e da Amazônia. Queremos transformar esse patrimônio em conhecimento, emprego e desenvolvimento sustentável”, afirmou.

A iniciativa também dialoga com políticas de bioeconomia e valorização dos biomas amazônicos, e poderá fortalecer o turismo científico e rural no arquipélago. Especialistas apontam que a criação da universidade representa uma oportunidade de modernizar o setor e ampliar o acesso à educação no campo, contribuindo para reduzir desigualdades regionais.

O projeto ainda será submetido a análises técnicas e ambientais, mas já desperta interesse de instituições acadêmicas e investidores nacionais. Se concretizada, a Universidade do Búfalo do Marajó poderá se tornar um marco inédito na integração entre ciência, tradição e sustentabilidade na Amazônia brasileira.

Com informações de: Agência Brasil

MOSTRAR MAIS

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »