Procuradoria pede condenação de nove réus do Núcleo 3 da trama golpista no STF

PGR acusa grupo de arquitetar “ações táticas” para dar suporte ao golpe e pede punições severas.

O procurador‑geral da República, Paulo Gustavo Gonet Branco, enviou nesta segunda‑feira (15/09/2025) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de condenação de nove réus ligados ao Núcleo 3 da trama golpista. Segundo ele, o grupo articulou “ações táticas” para viabilizar o plano golpista durante o governo de Jair Bolsonaro.

O pedido consta das alegações finais da PGR, fase processual que antecede o julgamento. É nessa etapa que a acusação consolida os argumentos, provas e pede expressamente as punições aos réus.

De acordo com a denúncia, os réus desse Núcleo 3 são acusados de crimes como organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado por violência; e deterioração de patrimônio tombado.

Entre os acusados estão militares da ativa ou da reserva e pelo menos um policial federal, cujos nomes ainda são mantidos em sigilo parcial no processo. Figuras de alta patente militar como generais e coronéis são citadas como integrantes desse grupo.

A PGR sustenta que esse grupo planejou ações práticas para pressionar militares a aderirem ao golpe, bem como idealizou estratégias para ameaças ou atentados contra autoridades como parte do plano de desestabilização institucional.

Esse pedido de condenação do Núcleo 3 soma‑se aos pedidos já feitos para outros núcleos da trama golpista no âmbito da Ação Penal 2668, que tramita na Primeira Turma do STF. Gonet reforça que o Núcleo 3 teve papel tático essencial no esquema denunciado.

A acusação entende que não basta a mera participação ideológica: os réus desse grupo, segundo a PGR, praticaram ou prepararam atos efetivos — planos, articulações — que extrapolam discurso e configuração meramente conspiratória.

Até o momento, o STF ainda não definiu data final do julgamento do Núcleo 3, mas a apresentação das alegações finais constrói o rito que antecede os votos dos ministros, que terão de decidir se aceitam ou não os pedidos da PGR.

O resultado desse julgamento poderá agravar penas e implicações judiciais para os réus, incluindo condenações em torno dos crimes graves apontados, bem como efeitos políticos e institucionais, dada a relevância estrutural desse Núcleo no esquema descrito nas investigações.

Com informações de:
Agência Brasil, R7 Notícias, Jornal de Brasília, Último Segundo (iG).

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