Maior mutirão da história do SUS faz 34 mil atendimentos em 45 hospitais no país

Ação 'Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas' mobilizou 5 mil profissionais e ampliou em 175% os procedimentos.

O maior mutirão da história do SUS foi realizado no sábado (13/9), com 34.290 atendimentos em 45 hospitais universitários federais de todas as regiões do país. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, coordenado pela Ebserh em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação.

Em entrevista nesta segunda (15/9), o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, classificou a mobilização como “um verdadeiro sucesso do ponto de vista de inclusão” e reforçou o objetivo de reduzir o tempo de espera nas filas do SUS. Segundo ele, a operação foi desenhada para atender as demandas regionais, priorizando o que cada central de regulação mais necessita.

No total, foram realizadas 1.666 cirurgias (de pequeno, médio e grande porte), 4.043 consultas especializadas e 28.581 exames e terapias. Entre as áreas contempladas estiveram cardiologia, ortopedia, oftalmologia, saúde da mulher e procedimentos oncológicos, além de diagnósticos como tomografia, ressonância, endoscopia e ultrassonografia.

A força-tarefa mobilizou mais de 4 mil profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos) e cerca de 900 estudantes, somando 5 mil pessoas envolvidas diretamente nos atendimentos. A ação ocorreu simultaneamente em 24 estados e no Distrito Federal, com foco em casos represados e situações de maior urgência clínica.

O mutirão representou um salto de 175% em relação à primeira edição, realizada em 5 de julho, quando foram prestados 12.464 serviços. “É motivo para comemorar, mas ainda há muito a fazer”, afirmou Chioro, ao destacar que a orientação é ampliar a produção assistencial dos hospitais universitários no dia a dia, para além dos grandes dias de mobilização.

Autoridades federais acompanharam a jornada, incluindo os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Camilo Santana (Educação). Em Brasília, houve participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visitas e agendas relacionadas ao Dia E, gesto visto pela rede como um incentivo à expansão do programa.

Já está previsto um terceiro “Dia E” em 13 de dezembro, mês em que a Ebserh completa 14 anos. A orientação aos pacientes continua sendo buscar a Unidade Básica de Saúde e os serviços especializados de referência em seus municípios, de onde as demandas são encaminhadas às centrais de regulação e, quando couber, aos hospitais universitários.

Ao defender a continuidade dos mutirões, Chioro sublinhou que cada fração de tempo reduzida na fila significa melhor prognóstico e mais dignidade no cuidado. “As universidades a serviço da vida”, resumiu, ao definir o papel dos hospitais de ensino na formação de profissionais e na resposta concreta às necessidades do SUS.

Com informações de: Agência Gov (agenciagov.ebc.com.br)

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