Violência contra lésbicas: dados revelam cenário alarmante no Brasil
Por: Camila Eneyla
Em alusão ao Dia da Visibilidade Lésbica, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou dados preocupantes sobre a violência sofrida por mulheres lésbicas no Brasil. Segundo informações do LesboCenso 2022 e registros de 2023, a lesbofobia segue sendo uma grave realidade no país.
De acordo com a pesquisa, 78,61% das mulheres lésbicas afirmam já ter sofrido algum tipo de violência ou discriminação. O levantamento mostra ainda que 77,39% das pessoas conhecem alguém que sofreu violência por ser lésbica, enquanto 6,26% relataram conhecer alguém que morreu em decorrência da lesbofobia. Apenas em 2023, foram 5.036 violações registradas contra lésbicas nos canais oficiais do governo federal.
Diante do cenário, o MDHC, em parceria com o Ministério das Mulheres, lançou o Procedimento Operacional Padrão (POP) Mulheres LBTI, protocolo que busca garantir acolhimento humanizado e atendimento integrado a vítimas de violência. A medida prevê ações conjuntas nas áreas de saúde, justiça, segurança pública e assistência social, além de suporte psicossocial, transporte, alojamento, atendimento jurídico especializado e promoção da autonomia.
O protocolo é direcionado a mulheres cis, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo, e tem como objetivo fortalecer o papel do Estado no enfrentamento à violência LBTIfóbica e na promoção da igualdade de gênero.
As autoridades reforçam a importância da denúncia por meio do Disque 100 – Direitos Humanos, canal oficial para registro de casos de violência e discriminação.





