
BNDES lança edital para gerir R$ 100 milhões em reflorestamento e preservação
Floresta Viva 2 busca gestor para projetos em biomas fora da Amazônia e prevê ações até a COP30.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta terça-feira (26) o edital para selecionar um gestor nacional de projetos de reflorestamento e preservação ambiental, dentro da segunda fase do programa Floresta Viva. Serão investidos ao menos R$ 100 milhões do Fundo Socioambiental em projetos focados na recuperação de biomas como Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica.
O valor total pode chegar a R$ 250 milhões, caso haja adesão de parceiros públicos e privados. A iniciativa prioriza ações de restauração ecológica com espécies nativas ou sistemas agroflorestais, bem como recuperação de nascentes, regulação climática e proteção da biodiversidade com geração de renda.
Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, o programa une “compromisso ambiental, inclusão social e oportunidades sustentáveis para comunidades locais”. A meta é contratar o gestor a tempo da COP30, que ocorre em novembro, em Belém (PA).
O gestor selecionado atuará na formação de parcerias, captação de recursos e coordenação técnica, além de apoiar a capacitação de organizações sociais, agricultores familiares e comunidades tradicionais. Está prevista também a mentoria a pelo menos 20 organizações, com foco em restauração produtiva e proteção de espécies nativas.
A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destaca que o Floresta Viva 2 se inspira no êxito da fase anterior, que terminou com R$ 460 milhões aplicados em mais de 60 projetos, recuperando 8,5 mil hectares de áreas degradadas. “Vamos repetir e expandir essa fórmula bem-sucedida”, afirmou.
Diferentemente da primeira fase, que operou com janelas únicas, o Floresta Viva 2 adotará ciclos sucessivos de seleção pública, conferindo mais agilidade à aprovação dos projetos.
As primeiras frentes deverão ser abertas no Pantanal, Cerrado e Caatinga, com atenção especial a regiões em processo de desertificação. “Cuidar da Caatinga é conter a expansão de áreas que estão virando deserto”, alertou Campello.
O edital é voltado a pessoas jurídicas sem fins lucrativos, autarquias e fundações públicas federais, desde que não dependam de recursos orçamentários da União. As proponentes devem comprovar capacidade de gestão técnica e financeira compatível com o escopo dos projetos.
O programa conta com um núcleo gestor formado por representantes do BNDES, doadores e especialistas, responsável por definir critérios, selecionar projetos e aprovar os ciclos de execução. O edital completo será publicado no site oficial do BNDES.
Com informações da Agência Brasil.





