Padilha afirma que “saúde e soberania não se negociam” após sanção dos EUA

Ministro defende o Mais Médicos e critica revogação de vistos ligados ao programa pelos EUA.

Nesta quarta-feira, 13 de agosto de 2025, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reagiu à decisão dos Estados Unidos de revogar vistos de servidores vinculados ao programa Mais Médicos, destacando que “saúde e soberania não se negociam”, posicionamento feito em suas redes sociais.

A sanção, anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, atingiu especificamente dois brasileiros: Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde no Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, atual coordenador-geral para a COP30.

Segundo o comunicado do governo dos EUA, ambos estariam envolvidos em um suposto esquema de trabalho forçado, por meio da cooperação com médicos cubanos via OPAS, no âmbito do Mais Médicos.

Em reposta incisiva, Padilha afirmou que o programa, assim como o sistema PIX, “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja”, ressaltando que o Mais Médicos “salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira.”.

Ele também destacou: “Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência…”, mencionando os nomes dos servidores afetados como parte fundamental do legado do programa em sua gestão.

Outro ponto enfatizado por Padilha foi o crescimento do Mais Médicos nos últimos dois anos: “nos últimos dois anos, o número de profissionais no programa dobrou.”.

Para o ministro, a decisão dos EUA representa uma ingerência em temas sensíveis à soberania nacional, mas ressaltou a firmeza do Brasil em manter políticas públicas voltadas à saúde da população.

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