Davi Alcolumbre rejeita pressão e convoca sessão remota no Senado

Presidente do Senado reage à obstrução da oposição e marca votação de projeto que isenta do IR quem ganha até dois salários mínimos.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil–AP), reagiu com firmeza à tentativa de paralisação das atividades legislativas por parte de senadores da oposição, que ocuparam o plenário da Casa desde a noite de terça-feira (5). Em pronunciamento, Alcolumbre afirmou que “não aceitará intimidações nem tentativas de constrangimento”, e convocou uma sessão deliberativa remota para esta quinta-feira (7), às 11h.

A medida busca contornar o bloqueio físico ao plenário e garantir a continuidade da agenda legislativa. Entre os projetos que devem ser votados está o PL 2692/2025, que isenta do Imposto de Renda pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos.

“Não aceitarei intimidações, nem quaisquer tipos de chantagem contra esta Presidência. O Parlamento não será refém de iniciativas que buscam desestabilizar seu funcionamento.”
Davi Alcolumbre, presidente do Senado

A tensão no Senado começou após pressões de grupos da oposição por uma reação mais incisiva contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Parte dos senadores cobrava a abertura de um processo de impeachment contra o magistrado, medida que Alcolumbre descartou. Segundo ele, a prerrogativa é exclusiva da Presidência do Senado, mas deve ser exercida com responsabilidade institucional.

Do lado governista, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT–AP), defendeu a decisão de manter os trabalhos por meio remoto e considerou legítima a reação de Alcolumbre diante da tentativa de obstrução.

“Foi uma reação firme e necessária diante de um atentado à democracia.”
Cid Gomes (PSB–CE), senador

A oposição ainda não recuou da ocupação. Enquanto isso, o Senado se prepara para realizar, pela internet, uma votação que tem impacto direto sobre milhões de brasileiros de baixa renda. O projeto que amplia a faixa de isenção do IR é uma das principais promessas do governo para 2025 e conta com apoio da maioria da base aliada.

Com informações de: Senado Notícias, UOL Notícias

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