Taxa de desemprego no Brasil atinge recorde mínimo de 5,8% no 2º trimestre de 2025

Inflação segue pressão com avanço da renda e mercado formal em alta.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em 31 de julho de 2025, que a taxa de desocupação foi de 5,8% no segundo trimestre do ano (abril a junho), atingindo o menor patamar da série histórica iniciada em 2012 . Este resultado representa uma queda de 1,2 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre (7,0%) e de 1,1 p.p. na comparação com o mesmo período de 2024 (6,9%).

O recuo no desemprego reflete uma redução expressiva na população sem trabalho, que passou a 6,3 milhões de pessoas, correspondendo a uma queda de 17,4% frente ao trimestre anterior e de 15,4% frente ao ano anterior.

Simultaneamente, a população ocupada aumentou para 102,3 milhões de pessoas, um acréscimo de 1,8% em relação ao trimestre anterior e de 2,4% na comparação anual.

O mercado formal também teve desempenho recorde: 39 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, um crescimento trimestral de 0,9% e anual de 3,7%. O número de empregados sem carteira assinada subiu para 13,5 milhões, alta de 2,6% no trimestre.

A informalidade recuou levemente, atingindo 37,8% da população ocupada (38,7 milhões), a segunda menor taxa desde 2020 (36,6%).

No campo dos rendimentos, o salário real médio mensal habitual atingiu R$ 3.477, o maior valor já registrado, com crescimento de 1,1% sobre o trimestre anterior e de 3,3% na comparação anual. A massa de rendimentos reais habituais alcançou R$ 351,2 bilhões, outro recorde histórico, com crescimento de 2,9% trimestral e 5,9% sobre o mesmo período de 2024.

A taxa de participação na força de trabalho foi de 62,4%, enquanto o nível de ocupação chegou a 58,8%, indicadores que também bateram recordes históricos. Além disso, o número de trabalhadores desalentados caiu para 2,8 milhões, o menor desde 2016, com redução de 13,7% no trimestre e de 14,0% em relação a 2024.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, “o crescimento acentuado da população ocupada no trimestre influenciou vários recordes da série, dentre eles a menor taxa de desocupação”.

O IBGE destacou que a pesquisa Pnad Contínua divulgada nesta quinta já incorpora as reponderações com base nos dados do Censo 2022, utilizando projeções populacionais atualizadas e ajustando toda a série histórica desde 2012.

Principais dados do mercado de trabalho:

  • Desemprego: 5,8% no 2º trimestre de 2025
  • Desocupados: 6,3 milhões (-17,4% trimestral; -15,4% anual)
  • Ocupados: 102,3 milhões (+1,8% trimestral; +2,4% anual)
  • Carteira assinada: 39 milhões (+0,9% trimestral; +3,7% anual)
  • Informalidade: 37,8% (38,7 milhões), a menor desde 2020
  • Rendimento médio real: R$ 3.477 (recorde histórico)
  • Massa de rendimentos: R$ 351,2 bilhões (recorde)

Esse cenário denota robustez no mercado de trabalho, com avanços formais, recuo da informalidade e ganhos salariais reais que mantêm pressão sobre a inflação.

Fonte: Agência Brasil.

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