Lula reforça soberania nas reservas de minerais críticos e anuncia comissão de controle
Presidente anuncia comissão para mapear reservas e garante que exploração será feita sob domínio brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, nesta segunda‑feira (28 de julho de 2025), a soberania do Brasil sobre os chamados minerais críticos, afirmando que essas riquezas pertencem ao povo brasileiro e não poderão ser exploradas sem controle direto do Estado.
Durante a cerimônia de inauguração da maior termelétrica a gás da América Latina, localizada em São João da Barra (RJ), Lula declarou que nenhuma empresa privada poderá vender ou explorar esses recursos sem autorização prévia, ressaltando que esses bens são do povo e devem ser aproveitados nacionalmente.
Em resposta ao crescente interesse dos Estados Unidos por minerais estratégicos brasileiros — como lítio, nióbio, grafite, cobalto e terras raras — o presidente fez críticas ao que classificou como tentativa de “privilegiar” empresas estrangeiras, e afirmou que “se nem conhecemos o minério e ele já é crítico, vamos assumir imediatamente o controle”.
Um dos pontos centrais da abordagem anunciada foi a criação de uma comissão ultraespecial com a missão de mapear e diagnosticar abrangentemente as riquezas minerais do país. Segundo o presidente, aproximadamente 70% do território nacional ainda não foi devidamente estudado para identificar tais reservas.
Lula enfatizou que as empresas poderão atuar na pesquisa, mas sob estrito controle estatal, e que nenhuma venda será permitida sem a devida autorização, reiterando: “aquilo é nosso, do povo brasileiro”.
O presidente contextualizou a atuação estrangeira mencionando que, enquanto os EUA anunciam apoio à Ucrânia, também buscam acesso privilegiado aos minerais essenciais daquele país — e agora voltam foco para as reservas brasileiras. Lula aproveitou o argumento para reforçar a necessidade de autonomia nacional sobre os recursos estratégicos.
Especialistas apontam que essa postura sinaliza uma estratégia de fortalecimento do controle nacional sobre recursos estratégicos, alinhada à política de indústria verde e transição energética defendida pelo governo, bem como às diretrizes do programa Nova Indústria Brasil. Essa abordagem também se insere no contexto da tensão diplomática com os EUA em 2025, marcada por tarifas elevadas e disputas sobre autonomia econômica.





