Brasil negocia com EUA “com reserva” sobre tarifa de 50% às exportações internacionais

Alckmin diz que diálogo institucional busca reverter medida que começa 1º de agosto.

O vice‑presidente Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, Comércio e Serviços, afirmou nesta segunda‑feira, 28 de julho de 2025, que o Brasil está em diálogo “com reserva” com os Estados Unidos sobre a tarifa de 50% que incidirá sobre exportações brasileiras a partir de 1º de agosto.

Alckmin explicou que as conversas ocorrem apenas pelos canais institucionais, sem negociações públicas ou revelações de bastidores, e ressaltou que não foram apresentados detalhes concretos sobre o andamento dos diálogos.

Durante coletiva após a sanção do programa Acredita Exportação, o vice‑presidente declarou que o governo prepara um plano de contingência robusto, que será acionado caso a tarifa seja finalmente implementada.

“Estamos permanentemente no diálogo,” afirmou Alckmin, acrescentando que o esforço principal desta semana é evitar que a medida entre em vigor e prejudique os setores exportadores.

Em paralelo, Alckmin revelou que manteve uma reunião por videoconferência com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, considerada “frutífera” e com duração de cerca de 50 minutos, marcada por disposição de chegar a soluções bilaterais.

Sobre o Acredita Exportação, Lei sancionada por Lula em 28 de julho, Alckmin destacou que o programa fornecerá ressarcimento de 3% das receitas de micro e pequenas exportadoras, contribuindo para fortalecimento do comércio externo e fomentando valores como o multilateralismo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou a proposta de socorro ao presidente Lula, com medidas como linhas de crédito, compras públicas e fundo emergencial privado voltado à preservação de empregos e estoques.

A crise comercial decorre de um conflito diplomático crescente entre Brasil e EUA, alimentado por tarifas protecionistas e torcida política em torno de decisões judiciais relativas à ex‑presidência de Jair Bolsonaro, que agrava a tensão bilateral.

Fonte: Agência Brasil.

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