Fraudes digitais causam prejuízo médio de mais de R$ 6 mil aos brasileiros em 2024, aponta estudo

Golpes virtuais atingem 4 em cada 10 pessoas; vishing e invasão de contas lideram ataques.

Em 2024, os brasileiros perderam, em média, R$ 6.311 por causa de fraudes digitais, segundo estudo da TransUnion. O valor equivale a quase quatro salários mínimos, revelando a profundidade dos prejuízos causados por golpes online.

A pesquisa mostra que 40% da população foi alvo de pelo menos uma tentativa de golpe em canais como e-mail, SMS, WhatsApp e ligações. Em 10% dos casos, os criminosos conseguiram efetivamente roubar dinheiro das vítimas.

No cenário global, o Brasil aparece mal posicionado: é o sexto país com mais tentativas suspeitas de fraude digital, com uma taxa de 6,1%, acima da média mundial de 5,4%.

O tipo de golpe mais comum por aqui é o vishing — ligações falsas que convencem a vítima a entregar dados sigilosos. Além disso, cresceu 20% o número de casos de account takeover, prática em que criminosos assumem o controle de contas online.

A consequência direta é uma queda na confiança dos consumidores no ambiente digital:

  • 77% dão preferência a empresas que oferecem proteção cibernética,
  • 59% trocariam de fornecedor em busca de mais segurança,
  • 62% evitam sites considerados inseguros,
  • e 40% abandonam compras ao notar riscos no processo.

Para reagir ao avanço dos golpes, o senador Jader Barbalho (MDB–PA) apresentou o PL 4.450/2024, que visa combater crimes como o vishing. A proposta obriga operadoras a identificar e notificar chamadas suspeitas, além de facilitar denúncias de consumidores. Também prevê maior rigor na fiscalização de linhas telefônicas usadas em fraudes.

Segundo o senador, “o problema atinge todos os usuários de celular, independentemente de idade, renda ou localização”, e exige uma resposta legal imediata.

A proposta integra um conjunto de ações no Congresso, entre elas a criação de uma frente parlamentar de defesa cibernética.

Especialistas reforçam que, além da legislação, é preciso que as empresas adotem medidas como autenticação em duas etapas, monitoramento contínuo e sistemas atualizados.

E o papel do usuário também é crucial:

  • Desconfie de links suspeitos,
  • Não compartilhe informações por telefone,
  • Use senhas fortes e únicas.

Frear as fraudes digitais exige ação conjunta. Leis mais rigorosas, empresas mais preparadas e consumidores mais atentos formam o tripé essencial para proteger dados e recuperar a confiança nas transações online.

Fontes: Agência Brasil, TransUnion; Senado Federal

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