Belém firma pacto nacional para proteger e requalificar orlas urbanas
Às margens do rio e no coração da Amazônia, Belém deu um passo decisivo para transformar suas orlas em espaços sustentáveis e resilientes. Durante a COP30, a cidade aderiu ao Pacto Nacional pelas Águas Urbanas, ao lado de outras capitais brasileiras.
A iniciativa, liderada pelo Ministério das Cidades, propõe ações integradas para recuperar áreas ribeirinhas, conter processos de erosão, melhorar o saneamento e ampliar a proteção ambiental e social em regiões de várzea.
“O pacto é uma oportunidade de reposicionar Belém diante do Brasil e do mundo como uma cidade que cuida de suas águas e de quem vive às margens delas”, afirmou Edmilson Rodrigues, prefeito de Belém.
Cidade das águas, cidade do futuro
Belém é cercada por rios, igarapés e baías. Boa parte da população mora em áreas alagadas ou suscetíveis a enchentes — realidades que exigem soluções urbanas adaptadas ao contexto amazônico.
O acordo prevê projetos de requalificação urbana nas orlas com foco em:
- infraestrutura verde e azul (como parques de inundação e jardins de chuva);
- moradia digna para populações vulneráveis;
- valorização do patrimônio cultural e paisagístico.
Aliança pela resiliência urbana
Além de Belém, cidades como Manaus, Recife, Porto Alegre e Salvador também aderiram ao pacto. A articulação envolve governos municipais, estaduais e federal, com apoio técnico da ONU-Habitat e financiamento previsto por meio do Novo PAC e de fundos climáticos internacionais.
“Trata-se de pensar as cidades como sistemas vivos, que precisam dialogar com a natureza e com os direitos humanos”, destacou a ministra das Cidades, Jader Barbalho Filho.




