
Vereador Pablo Farah e Combate aos Crimes Cibernéticos em Belém: União de Esforços e Educação Preventiva
Sessão especial na Câmara Municipal reúne especialistas e autoridades para discutir estratégias integradas de prevenção e proteção às crianças e jovens no ambiente virtual.
A Câmara Municipal de Belém realizou uma sessão especial para debater o tema dos crimes cibernéticos, conforme requerimento número 191, proposto pelo vereador Pablo Farah. Diversos especialistas e autoridades compuseram a mesa de discussão, incluindo o Coronel Neil Duarte, deputado estadual; Luiz Márcio Teixeira Cipriano, promotor de justiça de controle externo da atividade policial da capital; Thiago Ximenes, professor palestrante; e Coronel Cleverton Antunes Firmino Gomes, comandante do policiamento especializado. Além deles, estiveram presentes Aracely Maria Pereira Lemos, Secretária Municipal de Educação, representada por Laurimar Farias, diretor geral da SEMEC; Mateus Fidalgo, assessor jurídico do SINDEP Pará, representando Maria Padovani; e Felipe Miranda de Freitas, escrivão de crimes cibernéticos, representado pelo delegado geral Walter Rezende. A sessão destacou a importância da discussão e cooperação entre as autoridades para combater esse tipo de crime em constante evolução.
O vereador Pablo Farah ressaltou a importância da cooperação entre as forças de segurança pública, o poder público municipal e estadual, e a sociedade para combater os crimes cibernéticos. Ele enfatizou a necessidade de conscientização e educação, tanto nas escolas quanto em casa, e propôs a inclusão do ensino tecnológico nas escolas municipais como parte do currículo extracurricular.
Durante a sessão especial, o advogado Thiago Ximenes abordou o tema dos crimes cibernéticos que atingem crianças e adolescentes. Ele apresentou uma cartilha ilustrada de 56 páginas, elaborada com o objetivo de educar e informar sobre os principais riscos enfrentados por jovens na internet. Ximenes destacou que, embora a tecnologia tenha se tornado parte integrante da vida de nossos filhos, seria hipócrita defender a proibição do uso da internet. Segundo ele, os estudos mostram que a proibição é a pior estratégia para combater esse tipo de ameaça. Portanto, a melhor abordagem é investir na prevenção e na educação, capacitando os jovens a se protegerem dos criminosos que se escondem atrás das telas dos computadores.
A discussão levou em consideração a necessidade de proteger as crianças e jovens, reconhecendo que o uso da tecnologia é importante, mas é necessário criar uma rede de proteção. A sessão ressaltou a importância do envolvimento das famílias na vigilância e comunicação com seus filhos, evitando que eles se tornem vítimas de crimes cibernéticos.
A sessão especial promoveu o debate sobre o papel de todos os setores da sociedade na proteção e conscientização sobre crimes cibernéticos, buscando soluções integradas para o bem-estar das crianças, jovens e famílias.





