
Expofeira do Amapá destaca reutilização sustentável da madeira em móveis
Durante a 54ª Expofeira do Amapá, o artesão Reginaldo Silva, de 56 anos, chamou a atenção ao expor móveis sustentáveis feitos com madeira reaproveitada, encontrados em ruas e rodovias das regiões metropolitanas do estado. O espaço evidencia como arte, sustentabilidade e empreendedorismo podem caminhar juntos.
Com formação em arquitetura e foco em eco design, Reginaldo considera que seu trabalho valoriza o que “a natureza já lapidou” — seu papel seria dar o “complemento criativo” necessário para transformar resíduos em peças únicas e funcionais.
A proposta do artesão vai além da economia criativa. Por meio de palestras em escolas e faculdades, ele divulga a ideia de que ao adquirir seus produtos, o público está colaborando com a preservação ambiental, retirando madeira das vias públicas e canalizando seu potencial para o uso consciente.
O trabalho de Reginaldo também tem característica comunitária. Ele desenvolve o projeto “Estátua Viva”, que visa levar cursos de arte em madeira para jovens em situação de vulnerabilidade, aposentados e pessoas em busca de alternativas de renda, ampliando o impacto social de sua atividade artesanal.
A Secult (Secretaria de Cultura do Amapá), por meio da Expofeira, tem estimulado iniciativas como a de Reginaldo, que unem cultura, meio ambiente e geração de emprego. Esta visibilidade reforça como o estado se beneficia da criatividade sustentável.
A feira — considerada a maior edição histórica da Expofeira — reforça seu papel como espaço de empreendedorismo e visibilidade cultural ao destacar talentos locais como Reginaldo em meio à atmosfera de negócios e inovação.
Para o artesão, cada peça representa mais do que mobiliário: é a materialização de um compromisso com a natureza e a educação ambiental — nas mãos de quem compra, leva-se uma parte da floresta transformada com idealismo e responsabilidade.
A iniciativa reforça o potencial da economia verde como alternativa real de desenvolvimento, especialmente num momento em que o Pará colhe os frutos da valorização da bioeconomia, da inovação local e do consumo sustentável.
Com informações da Agência Amapá.





