COP30: Belém encantou o mundo e venceu o ceticismo
Contra os prognósticos pessimistas, os memes debochados nas redes sociais e os sorrisos enviesados dos céticos da logística, Belém recebeu. E recebeu bem.
Por Vicente Crispino.
A COP 30 aconteceu, sim, aconteceu. No tempo certo, no lugar certo, com a dignidade que o evento pedia. Houve hospedagem, transporte, estrutura. Havia gente de todo canto, falando línguas diferentes, e todos foram entendidos, acolhidos, alimentados, bem tratados. Os bares lotaram, os restaurantes viraram atrações, e a cotação das moedas favoreceu a simpatia.
Os estrangeiros, acostumados a selvas de vidro e concreto, pisaram na floresta. Foram a Icoaraci, Outeiro, Mosqueiro, Cotijuba e Soure. Descobriram que a Amazônia não é apenas um conceito geográfico: é um corpo vivo, pulsante, com cheiro de tacacá e som de carimbó ao longe.
A cidade se preparou. Vias foram renovadas, praças ganharam novo fôlego. A mobilidade urbana, antes lenda urbana, agora tem rosto, de presente e de futuro. A COP 30 foi mais do que um evento: foi um empurrão necessário para mostrar o que Belém podia ser, e foi.
Não se trata apenas do que foi discutido nas salas da conferência. Nem dos acordos assinados. Trata-se da cidade. Do povo. De confirmar o que a gente sempre soube: sabemos receber. E, quando queremos, entregamos.





