PCT Guamá conecta ciência, empresas e governo e fortalece inovação na Amazônia

Parque tecnológico completa 15 anos impulsionando negócios, pesquisas e desenvolvimento econômico no Pará.

O Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém, completa 15 anos de atuação como um dos principais polos de inovação da Região Norte. O complexo reúne universidades, empresas e governo para transformar conhecimento científico em soluções de mercado e impulsionar o desenvolvimento econômico da Amazônia.

Pioneiro na região, o PCT Guamá foi implantado pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Sectet), em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e com gestão da Fundação Guamá.

Ao longo de sua trajetória, o parque tem atuado na criação de empresas, desenvolvimento de tecnologias e prestação de serviços especializados, fortalecendo o ecossistema de inovação no estado.

Segundo o diretor técnico da Fundação Guamá, Renato Francês, o parque surgiu em um momento em que o país ainda estruturava suas políticas de inovação.

“O PCT é uma ação desbravadora na Amazônia. Hoje há mais clareza sobre o papel dos atores nesse ecossistema, mas, no início, isso ainda era incipiente”, destacou.

Atualmente, o complexo abriga mais de 60 empresas, 14 laboratórios e cerca de 400 pesquisadores, com atuação em áreas como inteligência artificial, bioeconomia, energia, sustentabilidade e tecnologia da informação.

Um dos exemplos de impacto do parque é a startup Inteceleri, que desenvolve soluções educacionais e já atendeu mais de 750 mil alunos em diferentes estados. A empresa ampliou operações e equipe após se instalar no PCT.

“O parque nos conecta com pesquisa, mercado e oportunidades de investimento, o que impulsiona o desenvolvimento de novas tecnologias”, afirmou o CEO Walter Junior.

Outro destaque é a empresa Hidromel Uruçun, que produz bebida a partir de mel de abelhas nativas. O negócio surgiu de pesquisas realizadas no próprio parque e conta com apoio técnico e estrutura laboratorial para desenvolvimento do produto.

O modelo do PCT Guamá segue o conceito da tríplice hélice, que integra governo, universidades e setor produtivo. Para especialistas, essa articulação é fundamental para transformar pesquisa em inovação aplicada.

“O parque foi criado justamente para conectar esses atores e fortalecer a inovação”, explicou Renato Francês.

O espaço recebe investimento contínuo do Governo do Pará para manutenção e expansão. Segundo o titular da Sectet, Victor Dias, o objetivo é consolidar o ambiente como referência em ciência e tecnologia.

“O PCT Guamá é resultado de uma política pública voltada ao fortalecimento da inovação, com apoio ao crescimento de startups e à atração de empresas”, afirmou.

Reitores da UFPA e da Ufra também destacam o papel do parque na aproximação entre academia e mercado, com foco em soluções voltadas à biodiversidade, sustentabilidade e bioeconomia amazônica.

Localizado no bairro do Guamá, o complexo conta com infraestrutura de laboratórios, espaços de coworking, auditórios e áreas de convivência, além de projetos de expansão, como a implantação de um hub de negócios.

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