Programa Forma Pará ultrapassa mil profissionais formados e transforma o interior
Iniciativa estadual promove ensino superior gratuito e customizado em parceria com universidades públicas.
O programa Forma Pará, lançado pela Lei nº 9.324/2021, atingiu um importante marco: já qualifica mais de 1.000 profissionais em todo o estado por meio da oferta de cursos superiores gratuitos, especialmente focados na população do interior paraense.
Coordenado pela Sectet (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica), o programa une esforços das universidades públicas do estado — como a UEPA, UFPA, UNIFESSPA, UFRA, UFOPA e o IFPA — para ofertar formações que atendem às demandas socioeconômicas de cada região, e assim fomentar o desenvolvimento local.
A tecnóloga em Agroecologia, Maria Thanane Miranda, natural de Cachoeira do Arari (Marajó), é um exemplo vivo do impacto da iniciativa. Ela destaca que o Forma Pará “não só me deu um curso superior, mas esperança, força e a certeza de que sou capaz”.
Em Breves (Marajó), a técnica de enfermagem Denise Barbosa celebrou a oportunidade de concluir uma formação técnica gratuita. Para ela, o programa abriu caminhos antes inacessíveis: “Quando surgiu o edital do Forma Pará na UEPA, me organizei e consegui. Prometo tratar meus pacientes com amor e carinho”, comentou.
Desde 2019, o Forma Pará já percorreu os 144 municípios do estado, viabilizando 202 turmas distribuídas estrategicamente para maximizar o impacto regional. A meta é clara: levar educação de qualidade a todas as regiões e promover inclusão social e inovação profissional.
O titular da Sectet, Victor Dias, enfatizou que “cada formação representa mais do que um diploma: é inclusão social, capacitação profissional e esperança para o futuro do Pará”, reforçando o compromisso do Estado com o desenvolvimento humano e regional.
Fernando Queiroz, coordenador da Coeds (Coordenadoria de Educação Superior), ressalta que o programa já ofertou quase 10 mil vagas, tornando-se a maior política estadual de expansão do ensino superior, com efeitos diretos na economia local e no crescimento das comunidades por meio da inclusão educacional.
Cada região do estado teve cursos alinhados ao seu perfil produtivo: Gastronomia liderou na Região Metropolitana de Belém, enquanto Engenharia Civil, Medicina Veterinária, Enfermagem, Educação Física e Agronomia atenderam regiões como Araguaia, Baixo Amazonas, Carajás, Guamá, Marajó, e Tocantins, entre outras.
O Forma Pará consolida-se como uma política pública transformadora, articulando educação, inclusão e desenvolvimento regional, para construir um Estado com mais oportunidades e perspectivas para os paraenses.
Com informações da Agência Pará.





