Governo do Líbano tenta conter escalada

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou o lançamento de mísseis e alertou para o risco de o país ser arrastado novamente para um conflito regional.

“Embora condenemos os ataques israelenses em território libanês, a utilização contínua do Líbano como plataforma para guerras por procuração expõe nosso país a novos perigos”, declarou.

A fala revela o dilema de Beirute: criticar Israel sem endossar a ofensiva do Hezbollah — grupo que integra o cenário político interno, mas mantém estrutura militar própria e forte ligação com o Irã.


Israel promete ampliar ofensiva

Em nota, as FDI afirmaram que os disparos do Hezbollah atingiram áreas civis e advertiram que o grupo “pagará um preço alto”. Segundo o Exército israelense, uma “primeira onda ampla de ataques” já foi lançada contra “operativos, quartéis-generais e infraestrutura terrorista” em Beirute e no sul do Líbano.

Israel também declarou que atua para retirar civis de áreas que podem ser alvo de novos bombardeios.


Raízes de um conflito antigo

A atual fase de confrontos é um desdobramento da guerra na Faixa de Gaza. Em 2023, o Hezbollah passou a atacar o norte de Israel em solidariedade aos palestinos. A resposta israelense incluiu a morte de lideranças do grupo, entre elas o então secretário-geral Hassan Nasrallah, e operações militares em território libanês.

O embate, porém, é mais antigo. Começou em 1978, quando Israel invadiu o Líbano ao perseguir combatentes palestinos. Em 1982, nova invasão levou à ocupação de parte de Beirute. Israel manteve tropas no sul libanês até 2000, quando foi forçado a se retirar após anos de guerrilha liderada pelo Hezbollah, organização criada nos anos 1980 com apoio do Irã.

Desde então, houve ao menos três grandes campanhas militares israelenses no Líbano. A mais intensa, em 2006, durou cerca de um mês e deixou milhares de mortos.


O retorno dos ataques amplia a instabilidade em uma região já tensionada pela guerra em Gaza e pela rivalidade entre Israel e Irã. O risco, agora, é que o confronto ultrapasse a fronteira e se transforme em um novo capítulo de guerra aberta no Oriente Médio.

Com informações de agências internacionais.

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