Venezuela solicita reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU após ataque dos EUA
A Venezuela solicitou formalmente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que se reúna em sessão de emergência em Nova Iorque, após uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas, neste sábado (3), que teria resultado na suposta captura do presidente Nicolás Maduro por forças americanas.
O pedido ocorre em meio à declaração do estado de emergência nacional no país, após bombardeios na capital e em regiões próximas. O governo venezuelano classificou a ação como uma “agressão militar extremamente grave” e cobra uma resposta imediata da comunidade internacional.
ONU manifesta preocupação
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou estar “profundamente alarmado” com a escalada do conflito. Em nota, ele afirmou que os acontecimentos representam um “precedente perigoso” e destacou que as regras do direito internacional foram desrespeitadas.
“É essencial que todos os lados respeitem plenamente o direito internacional, inclusive a Carta da ONU”, afirmou Guterres, pedindo que os atores venezuelanos se envolvam em um diálogo inclusivo.
EUA confirmam ação e anunciam julgamento de Maduro
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou nas redes sociais que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para fora da Venezuela. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, declarou que ambos enfrentarão a justiça americana em território norte-americano, com base em acusações feitas em 2020.
Crise se agrava
A ofensiva militar dos EUA ocorre após meses de tensão, que incluíram aumento da presença naval americana na costa venezuelana e apreensões de navios ligados ao petróleo. Segundo agências de notícias, ataques anteriores foram justificados por supostas ligações da Venezuela com o narcotráfico.
A sessão de emergência solicitada ao Conselho de Segurança pode ser decisiva para definir os rumos diplomáticos da crise. Até o momento, não há informações confirmadas sobre o número de vítimas ou a extensão total dos danos causados pelos ataques.
Com informações da ONU.





