Coalizão de Mercado de Carbono cresce e já reúne 18 países na COP30

Durante a COP30, realizada em Belém, a Coalizão de Ministros de Finanças para Ação Climática sobre Mercados de Carbono ganhou força com a adesão de 18 países, incluindo Brasil, Chile, Colômbia, Alemanha, Reino Unido, França e Senegal.

A iniciativa busca alinhar políticas econômicas e ambientais, com foco na construção de mercados de carbono transparentes, eficientes e alinhados ao Acordo de Paris.

“Estamos criando uma plataforma de cooperação inédita entre ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente”, destacou Fernando Haddad, ministro da Fazenda do Brasil e cofundador da coalizão, ao lado da Colômbia.

O grupo defende estratégias fiscais e de regulação que promovam a precificação de carbono e evitem a dupla contagem de créditos, um dos principais riscos em sistemas não integrados.

Segundo Haddad, a coalizão é uma resposta prática à urgência climática, permitindo que decisores econômicos tenham protagonismo na transição verde.

Tecnicalidade com simplicidade

Embora trate de um tema técnico, a coalizão reforça que sua prioridade é garantir que os mercados de carbono sirvam ao clima, e não apenas a interesses financeiros.

O grupo prevê encontros regulares e elaboração de diretrizes conjuntas. A próxima reunião já está agendada para o primeiro trimestre de 2026.

Alinhamento internacional

Além dos países fundadores, outros governos manifestaram interesse em aderir. A coalizão pretende atuar em consonância com instituições multilaterais, como o FMI e o Banco Mundial, e promover boas práticas no comércio de créditos de carbono.

“Não se trata de criar um novo mercado, mas de coordenar políticas públicas para que os mercados existentes sejam funcionais e justos”, disse Luis Felipe López-Calva, diretor global de pobreza e equidade do Banco Mundial.

Com informações da COP30.

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