Príncipe William defende ação climática urgente e direitos indígenas na Cúpula da Amazônia

Em discurso em Belém, herdeiro britânico alerta para ponto de inflexão ambiental e elogia protagonismo brasileiro na pauta climática

O príncipe William defendeu nesta quinta-feira (6) uma ação global urgente contra as mudanças climáticas e o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas, durante discurso na Cúpula da Amazônia, realizada em Belém (PA). O herdeiro do trono britânico alertou que o mundo se aproxima de um “ponto perigoso de inflexão ambiental” e destacou o papel do Brasil como liderança em preservação florestal e energia renovável.

O príncipe agradeceu ao governo brasileiro e à cidade de Belém pela realização do evento, afirmando que “o futuro não pertence a nós, mas aos nossos filhos e netos”. Ele citou o Prêmio Earthshot, promovido recentemente no Rio de Janeiro, como exemplo de cooperação internacional e inovação sustentável.

William disse que os efeitos da crise climática já são visíveis em todo o planeta, mencionando enchentes, incêndios e secas. Lembrou ainda de uma visita feita com a princesa Catherine a uma comunidade brasileira atingida por enchentes em 2023, e reforçou que “nenhuma parte do mundo será poupada” dos impactos ambientais.

O príncipe destacou que a transição ecológica deve ser vista como oportunidade econômica.

“É uma chance de restaurar a natureza, gerar empregos e fortalecer economias sustentáveis. A ação climática não protege apenas as gerações futuras, mas também as vidas de hoje”, afirmou.

Em parte do discurso dedicada aos povos indígenas, William defendeu que seus direitos territoriais sejam legalmente reconhecidos, afirmando que “onde esses direitos são assegurados, o desmatamento é menor e o carbono é restaurado com mais sucesso”.

O herdeiro britânico reafirmou o apoio do Reino Unido ao Acordo de Paris e ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, proposto pelo Brasil, além de lembrar o compromisso firmado na COP26, em Glasgow, que destinou US$ 1,7 bilhão a ações climáticas lideradas por povos indígenas.

Ao encerrar o pronunciamento, William fez um apelo à comunidade internacional:

O tempo para agir é agora. A COP30, em Belém, será um momento histórico para virar a maré e assegurar um futuro sustentável.”

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