Da ECO92 à COP30: 30 anos depois, o clima exige ação

Cúpula em Belém retoma o legado de 1992 diante de uma emergência planetária.

A ECO92, realizada no Rio de Janeiro, foi um marco. Ali, o mundo deu os primeiros passos institucionais no combate à mudança do clima, com a criação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Três décadas depois, a COP30, que será sediada em Belém, carrega o peso de transformar promessas em ação concreta.

Desde 1992, o debate evoluiu: vieram o Protocolo de Quioto (1997), o Acordo de Paris (2015) e inúmeras metas. Mas o planeta também mudou. Hoje, o cenário é mais urgente — marcado por crises políticas, multilateralismo fragilizado, guerras e eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

Na preparação para a COP30, a palavra de ordem é urgência. Especialistas e líderes cobram cortes reais nas emissões de gases de efeito estufa, proteção de ecossistemas-chave como a Amazônia e apoio direto a populações vulneráveis.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, resumiu o clima do momento:

“As Nações Unidas nunca foram tão essenciais.”

Há um consenso crescente: conferências e declarações não bastam mais. Cumprir o limite de 1,5 °C de aquecimento global exige mudanças estruturais nos modelos econômicos, nas políticas públicas e no financiamento internacional.

A COP30 é mais do que uma conferência. Ao acontecer no coração da Amazônia, carrega valor simbólico e prático. É hora de mostrar ambição real ou admitir o fracasso.

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