Crescimento do MEI explica recorde na abertura de pequenos negócios no Brasil

O Brasil registrou recorde na abertura de pequenos negócios no início de 2026, com mais de 1,033 milhão de empresas formalizadas entre janeiro e fevereiro, segundo dados da Receita Federal compilados pelo Sebrae. Grande parte desse crescimento está ligada ao avanço do Microempreendedor Individual (MEI), que representa quase 80% das novas formalizações no país.

Especialistas apontam que o aumento no número de MEIs é resultado de facilidade de formalização, baixo custo e mudanças no mercado de trabalho, que têm incentivado cada vez mais brasileiros a empreender.

Modelo simples e acessível

Criado para formalizar trabalhadores autônomos, o MEI permite abrir uma empresa de forma rápida e gratuita pela internet. O modelo também possui tributação simplificada, com pagamento mensal fixo de impostos, o que torna a formalização mais acessível.

Para se enquadrar como MEI, o empreendedor precisa faturar até R$ 81 mil por ano e ter no máximo um funcionário.

Formalização de trabalhadores informais

Outro fator que explica o crescimento é a formalização de trabalhadores que antes atuavam na informalidade. Ao se registrar como MEI, o profissional passa a ter:

  • CNPJ
  • possibilidade de emitir nota fiscal
  • acesso a crédito bancário
  • benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade

Essas vantagens têm incentivado milhares de trabalhadores autônomos a regularizar suas atividades.

Mudanças no mercado de trabalho

A expansão de atividades autônomas e digitais também impulsiona o número de registros. Profissões ligadas a entregas, transporte, serviços online e comércio digital têm adotado o MEI como forma de organização profissional.

Além disso, o setor de serviços, que exige menor investimento inicial, concentra a maioria dos novos empreendedores.

Empreendedorismo como alternativa de renda

O crescimento do MEI também está relacionado ao empreendedorismo por necessidade, especialmente em períodos de instabilidade econômica ou desemprego. Para muitas pessoas, abrir um pequeno negócio se torna uma forma de garantir renda e autonomia profissional.

Com a combinação desses fatores, o modelo de microempreendedor individual continua sendo o principal motor da criação de empresas no país, contribuindo para o dinamismo da economia e para a geração de oportunidades de trabalho.

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