São Paulo em alerta: dois novos casos de feminicídio expõem tragédia contínua

Em meio a protestos contra a violência de gênero, São Paulo registrou mais dois casos brutais de feminicídio neste fim de semana.

Enquanto ativistas marchavam pedindo justiça e políticas públicas eficazes, a realidade sangrou em duas novas histórias que reforçam a urgência do tema. Duas mulheres foram assassinadas em situações que têm se tornado rotina: dentro de casa, por homens com quem mantinham relações.

O primeiro crime ocorreu na zona leste. Uma jovem de 25 anos foi morta a facadas pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento. Vizinhos ouviram gritos e chamaram a polícia, mas a vítima já estava sem vida quando o socorro chegou.

Horas depois, em Guarulhos, mais um caso chocou moradores. Uma mulher de 32 anos foi baleada dentro de casa pelo marido, que depois tentou tirar a própria vida. Ele está internado em estado grave.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os casos estão sendo investigados como feminicídios, crime previsto em lei desde 2015, mas que ainda encontra resistência social e institucional para ser combatido de forma eficaz.

Em frente ao MASP, na Avenida Paulista, milhares de pessoas reuniram-se no domingo em protesto. Cartazes com os nomes de mulheres assassinadas e gritos de “não foi em vão” tomaram as ruas. As manifestações integram os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, campanha internacional que ganha força no Brasil diante de uma escalada preocupante de casos.

“Não é falta de aviso, é falta de ação. Estamos gritando por vidas que poderiam ser salvas”, disse uma manifestante.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra, em média, um feminicídio a cada seis horas. A maioria das vítimas é morta dentro de casa, por parceiros ou ex-parceiros.

Enquanto os protestos crescem, cresce também o número de cruzes fincadas na paisagem urbana — cada uma com um nome, uma história, uma ausência.

Com informações da Agência Brasil.

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