Bosque Rodrigues Alves oferece experiência virtual na Amazônia e encanta visitantes

Filmes em realidade virtual aproximam crianças e famílias da floresta e reforçam a conscientização ambiental em Belém.

Visitantes do Bosque Rodrigues Alves – Jardim Botânico da Amazônia participaram, neste domingo (15), de uma experiência imersiva na floresta por meio de filmes em realidade virtual. A atividade foi realizada em parceria com a Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais e utilizou óculos de realidade virtual para aproximar o público da biodiversidade amazônica.

A ação exibiu os filmes “Amazônia Viva” e “Amazônia Pra Sempre”, que apresentam imagens da floresta e destacam os desafios para sua preservação. As sessões ocorreram na brinquedoteca do Bosque e tiveram duração aproximada de dez minutos.

Com os óculos de realidade virtual, os participantes puderam acompanhar paisagens e situações que mostram tanto a riqueza natural da Amazônia quanto as ameaças ao ecossistema.

Tecnologia para despertar consciência ambiental

Segundo Gabriel Dias, representante da iniciativa organizadora, a proposta é utilizar a tecnologia como ferramenta de sensibilização ambiental.

“A ideia é mostrar a beleza da floresta e também os desafios que ela enfrenta, despertando maior consciência sobre a preservação da Amazônia”, explicou.

De acordo com ele, os filmes também destacam o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais, historicamente ligados à proteção da floresta.

“Esses povos sempre contribuíram para o cuidado com as florestas. Preservar a Amazônia significa preservar a vida como um todo”, acrescentou.

Experiência recomendada para maiores de 12 anos

Por conta do uso dos óculos de realidade virtual e da abordagem do conteúdo, a atividade é recomendada principalmente para adolescentes e adultos, a partir de 12 anos.

Para crianças menores, a iniciativa desenvolve outras atividades educativas com linguagem mais lúdica, incluindo jogos e materiais didáticos voltados à conscientização ambiental.

O administrador do Bosque Rodrigues Alves, Josias Reis, destacou que ações como essa fortalecem o papel educativo do espaço.

“Quando as pessoas vivenciam experiências que mostram a floresta de forma tão real, elas compreendem melhor a importância de preservar esse patrimônio natural”, afirmou.

Famílias aprovam a experiência

Quem participou da atividade destacou o impacto da tecnologia na forma de perceber a floresta.

O estudante Diego Jaques, de 13 anos, disse que a experiência foi surpreendente.

“Parece que estamos dentro da floresta. Dá para ver os detalhes e imaginar como é caminhar pela Amazônia”, contou.

O pai dele, Mauro Jorge, também avaliou a iniciativa de forma positiva.

“As crianças aprendem de forma diferente quando participam de experiências assim. Elas entendem melhor por que precisamos cuidar da natureza.”

Outro visitante, Roger Cruz, que participou da atividade com a filha Eva Cruz, de 12 anos, destacou a importância de iniciativas educativas em espaços públicos.

“Com a tecnologia, as crianças conseguem visualizar a floresta e compreender melhor a importância de preservá-la.”

Patrimônio natural de Belém

Com 142 anos de história, o Bosque Rodrigues Alves é um dos principais patrimônios naturais de Belém. Em uma área de 15 hectares, o espaço abriga mais de 10 mil árvores e cerca de 435 animais, funcionando como um importante centro de lazer, pesquisa e educação ambiental.

O Bosque funciona de terça a domingo, das 8h às 16h, e permanece fechado às segundas-feiras para manutenção.

A entrada custa R$ 2, com gratuidade para crianças de até 6 anos, idosos e pessoas com deficiência. Crianças de 7 a 12 anos pagam meia-entrada, e no último domingo de cada mês a visitação é gratuita.

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