Santuário das Sumaúmas: o novo marco verde no Bosque Rodrigues Alves em Belém
Foi inaugurado o Santuário das Sumaúmas, no Bosque Rodrigues Alves – Jardim Zoobotânico da Amazônia, fruto da parceria entre a Prefeitura de Belém, o fotógrafo e ambientalista Mário Barila e o Instituto Asflora (Amigos da Floresta Amazônica).
O projeto nasceu da bicentenária sumaúma que se erguia na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, símbolo da memória paraense, tombada em 2023 após deterioração natural. A partir de suas sementes, Asflora reproduziu mudas no viveiro do Projeto Água Vida, coordenado por Barila.
Na manhã de quarta-feira, foram plantadas 10 mudas de Ceiba pentandra, espécie que pode ultrapassar 70 metros de altura e liberar mais de mil litros de água por dia por evapotranspiração. O plantio simbólico reuniu 25 alunos de uma escola local e voluntários — gesto que marcou o início do santuário com uma experiência de educação ambiental ativa.
Considerada sagrada por comunidades indígenas, a sumaúma é vital para os ciclos hídricos da floresta. Ao plantar suas descendentes no chamado pulmão urbano de Belém, o projeto promove uma ponte entre preservação, conhecimento e pertencimento.
O Bosque Rodrigues Alves, que já abriga 15 hectares de floresta, com mais de 300 espécies de árvores e 435 animais, amplia assim seu papel como espaço educativo.
A iniciativa integra o programa iniciado em fevereiro de 2025 por Barila e Asflora, com plantios em pontos estratégicos como o Mangal das Garças, Marituba, Benevides, Santa Isabel e Ilha de Cotijuba. Nessas ações, estudantes, comunidades quilombolas e ribeirinhas participam de atividades de plantio e educação ambiental — incluindo a doação de computadores para escolas locais.
O projeto Brasil Vivo, atualmente em fase de captação, articula exposições, palestras e publicações fotográficas para difundir a educação ambiental baseada na realidade amazônica. Para Barila, o objetivo é claro: “chamar a atenção para a importância de preservar a maior floresta tropical do planeta — fonte de vida para milhões de espécies e comunidades”.
Ao unir natureza, memória e educação, o Santuário das Sumaúmas transforma o Bosque em um laboratório vivo de sensibilização e cidadania ecológica.




