
BNDES e Ministério das Cidades projetam expansão em 20 km de linhas de transporte coletivo de Belém até 2054
A capital paraense se aproxima de padrões internacionais com rede mais ampla e inclusiva.
A região metropolitana de Belém, no Pará, tem potencial para ampliar em 20 km a rede de transporte coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) até 2054. Com isso, a malha passará de 30 km para 50 km, resultando em uma das maiores expansões proporcionais entre as capitais brasileiras.
Segundo o Boletim Informativo nº 4 do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo BNDES e o Ministério das Cidades, a nova infraestrutura permitirá que o número de passageiros diários salte de 298,7 mil para 581 mil pessoas, um aumento de 94,5%. O crescimento representa um salto significativo na oferta de transporte público moderno e sustentável para a população da capital paraense.
Um dos indicadores com previsão de avanço expressivo é o PNT (People Near Transit), que mede o percentual da população que vive a até 1 km de uma estação de transporte. Atualmente em 17,1%, esse índice pode atingir 29%, ampliando consideravelmente o acesso da população a serviços, oportunidades e infraestrutura urbana.
“Nosso compromisso é criar soluções para facilitar o dia a dia das pessoas. Um transporte coletivo eficiente, moderno e seguro melhora a vida em comunidade e incentiva o uso de modais sustentáveis”, destacou o ministro das Cidades, Jader Filho.
O indicador RTR (Rapid Transit to Resident), que relaciona a população urbana com a extensão da rede de TPC-MAC, também deve melhorar, passando de 13 para 18. Isso posiciona Belém próxima de cidades como Lisboa (15,3) e Bogotá (14,3), reforçando a tendência de convergência a padrões internacionais de mobilidade urbana.
“Os números refletem o potencial de desenvolvimento de Belém. Nosso compromisso, no Ministério das Cidades é criar soluções para facilitar o dia a dia das pessoas e melhorar a vida em comunidade. Um transporte coletivo eficiente, moderno, sustentável, seguro e mais ágil impacta positivamente a vida do trabalhador e estimula que mais pessoas deixem os carros em casa e optem por transportes alternativos. Isso é planejamento ordenado”, afirmou o ministro das Cidades, Jader Filho.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o investimento em corredores eficientes contribui para o aumento da produtividade, a inclusão das populações mais carentes e a redução de emissões e acidentes: “Significa um acréscimo de 65% na rede atual, com impactos positivos para o meio ambiente e o uso do espaço urbano”.
Belém está inserida em um projeto nacional que visa a expansão de 2.500 km de redes de TPC-MAC em 21 regiões metropolitanas brasileiras. A previsão é que mais de 80% dessas regiões alcancem ao menos 30% de cobertura populacional próxima de estações. Atualmente, a média nacional é de 13%.
A próxima etapa do ENMU, com previsão entre junho e agosto, focará na elaboração do Banco de Projetos, detalhando quase 200 iniciativas com potencial de implantação até 2054, incluindo estimativas de investimentos, receitas e análises econômico-financeiras.
Fontes: BNDES, Ministério das Cidades




