
Liderança feminina impulsiona 31% das startups no Amapá com apoio do Governo do Estado
Entre 2023 e 2025, o estado consolidou-se como motor do empreendedorismo na Região Norte, com 215 startups cadastradas.
O fortalecimento da liderança feminina tem transformado o empreendedorismo no Amapá. Hoje, 31% das startups do estado são lideradas por mulheres, que combinam tecnologia, inovação e valorização dos recursos da Amazônia.
Com políticas públicas voltadas à ciência, tecnologia e inovação, o Governo do Amapá impulsionou o crescimento do setor entre 2023 e 2025, período em que o estado se consolidou como um dos motores do empreendedorismo inovador da Região Norte. Atualmente, 215 startups estão cadastradas no ecossistema local.
Dados do Observatório do Sebrae, divulgados em 2024, mostram a dimensão desse avanço: o percentual de mulheres fundadoras de startups saltou de 8,65% para 31% em apenas um ano. O crescimento revela o protagonismo feminino na criação de soluções voltadas, sobretudo, ao desenvolvimento sustentável e à bioeconomia.
Bioeconomia e inovação
Entre os exemplos de destaque está a Yara Couro, fundada pela empreendedora Bruna Freitas. A startup transforma peles de peixes amazônicos — como pirarucu, pescada-amarela e corvina — em couro sustentável para acessórios artesanais.
“Espécies que geralmente seriam descartadas ganham um novo destino. Transformamos resíduos em matéria-prima de alto padrão”, explica Bruna.
Outro caso de sucesso é a Ybyrá Biodesign da Amazônia, da empresária Alessandra Bezerra, que produz móveis sustentáveis com madeira certificada. A iniciativa conquistou o primeiro lugar na edição regional do Programa Mulheres Inovadoras, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
“Queremos participar das discussões ambientais com soluções que unam bioeconomia e inclusão social. É o momento de colocar o Amapá no centro do debate sobre o futuro da Amazônia”, afirma Alessandra.
Reconhecimento e impacto social
A Vitrum Renovando Ciclos, fundada por Janaína Souza, também se destaca no ecossistema de inovação. A startup atua com reciclagem, educação ambiental e soluções para a construção civil.
A iniciativa foi vencedora da categoria Empresa Inovadora do Prêmio Robério Nobre de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovido pelo Governo do Estado.
“A Vitrum nasceu para ser um negócio de impacto. Além de inovar na reciclagem, trazemos novas soluções para a construção civil no Amapá”, destaca Janaína.
Com informações da Agência Amapá.





