
Startup amapaense de bioeconomia recebe investimento de R$ 400 mil durante a COP30
A bioeconomia amazônica ganhou impulso na COP30 com o anúncio de um investimento de R$ 400 mil para a startup amapaense Floresta S.A., que atua na produção de bioprodutos à base de espécies nativas do bioma.
A empresa foi uma das selecionadas no programa Amazônia+10, coordenado pela Fundação CERTI e apoiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). O recurso será utilizado para ampliar a produção e profissionalizar a cadeia de valor de ingredientes florestais como o pracaxi, andiroba e copaíba.
“Essa conquista representa o reconhecimento do nosso modelo de negócio sustentável e o potencial da bioeconomia amapaense”, afirmou Douglas Figueiredo, fundador da startup.
Inovação com raízes na floresta
A Floresta S.A. trabalha diretamente com comunidades extrativistas, promovendo geração de renda local e conservação do meio ambiente. A proposta é desenvolver soluções inovadoras baseadas na sociobiodiversidade, com rastreabilidade e valor agregado.
Segundo o governo do Amapá, a iniciativa fortalece o posicionamento do estado como protagonista da bioeconomia na Amazônia.
“Estamos transformando o conhecimento tradicional e os recursos naturais em oportunidades econômicas sustentáveis”, destacou Antônio Teles Júnior, secretário de Ciência e Tecnologia do Amapá.
COP30 como vitrine
A participação da startup na COP30 foi viabilizada pelo ecossistema de inovação do Amapá, com apoio de instituições como o SEBRAE, IEPA, BIOTEC-Amazônia e o Centro de Inovação Tecnológica (CITA).
O aporte reforça o papel do evento como catalisador de negócios verdes na região e mostra que a transição ecológica pode — e deve — incluir soluções locais, sustentáveis e economicamente viáveis.
Com informações da Agência Amapá.





