Amapá intensifica articulações para COP30 e busca liderar agenda da bioeconomia

Estado com 97% de floresta preservada quer atrair capital verde e influenciar decisões globais.

Faltando 100 dias para a COP30, o Amapá acelera sua mobilização com o objetivo de se tornar referência internacional em desenvolvimento sustentável e atrair investimentos voltados à bioeconomia. Reconhecido por manter 97% de sua floresta nativa intacta e mais de 73% do território protegido, o estado aposta em sua posição ambiental estratégica para ganhar protagonismo no maior encontro climático do planeta.

Com uma proposta sólida de atuação, o Amapá desenvolveu o Plano Amapá na COP, ancorado no Decreto nº 4608. A estrutura de preparação envolve um Conselho Político, liderado pelo governador Clécio Luís, além de Comitês Executivo e Técnico. A apresentação oficial desse plano será realizada no dia 8 de agosto, com presença de autoridades diplomáticas e ambientais.

“Temos um patrimônio ambiental que precisa ser traduzido em desenvolvimento para nossa população. Estamos preparados para oferecer propostas concretas e firmar parcerias sustentáveis. A bioeconomia é o nosso caminho”, destacou o governador Clécio Luís, ao ressaltar a intenção de transformar ativos naturais em valor econômico com justiça social.

A estratégia estadual contempla três fases: a Pré-COP, com ações de articulação institucional e construção de propostas; a COP, momento da conferência e das negociações; e a Pós-COP, fase dedicada à consolidação de parcerias e avaliação dos resultados. O modelo prevê atuação integrada entre governo, setor privado e sociedade civil organizada.

O tripé conceitual que sustenta o plano é formado por três eixos principais: Florestas, abordando a biodiversidade e os recursos naturais; Energia, com foco na transição para fontes limpas; e Mineração e Petróleo, entendidos como instrumentos legítimos de financiamento de projetos sustentáveis e de fomento à bioeconomia.

O planejamento inclui também a participação na Expo-Amazônia, durante a 54ª Expofeira, entre 30 de agosto e 7 de setembro, quando o estado deve apresentar soluções e oportunidades voltadas à nova economia verde, conectando ciência, inovação e conservação ambiental.

Com um dos melhores indicadores ecológicos do país, o Amapá não apenas reafirma seu compromisso com a proteção dos povos tradicionais e do território, como também deseja ocupar um espaço central nas discussões sobre transição energética, financiamento climático e justiça ambiental.

O desafio, segundo as autoridades locais, é garantir que a floresta em pé se torne economicamente vantajosa para as populações amazônicas. E, nesse cenário, o Amapá quer ser exemplo de que é possível gerar riqueza com responsabilidade ambiental e equidade social.

Com informações: Agência Amapá.

MOSTRAR MAIS

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »