Amapá reduz taxa de homicídios em 30,6% e registra forte queda da violência

Conforme os dados divulgados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) apresentou queda de 30,6%, passando de 64,9 para 45,1 mortes por 100 mil habitantes.

Apesar da redução expressiva, o estado permanece entre os mais violentos do país. Na sequência dessa melhoria aparecem Bahia (40,6 mortes por 100 mil) e Ceará (37,5), segundo o estudo.

Essa retração está associada a um robusto programa estadual de investimentos em segurança pública. Em 2024, foram destinados mais de R$ 1 bilhão em recursos estaduais e federais, destinados à aquisição de equipamentos, obras e valorização dos servidores da Sejusp, além da nomeação de cerca de 1,3 mil novos agentes, o que representou aumento de quase 30% no efetivo policial.

Operações estratégicas integradas, como a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), Operações Protetor e Mute, uso de drones, câmeras e inteligência unificada, também contribuíram decisivamente para frear os índices de violência .

No município de Santana, na Região Metropolitana de Macapá, o cenário também mudou significativamente. Em 2023, a cidade liderava o ranking nacional de violência entre municípios com mais de 100 mil habitantes. Em 2024, caiu para a 18ª posição, graças à redução de mais de 40% na taxa de homicídios, de 92,9 para 54,1 por 100 mil habitantes.

Nas demais áreas da região metropolitana, como Macapá, Santana e Mazagão, a queda da violência também foi marcante: Salto de 36% na capital, aproximadamente 40,6% em Santana e 45,6% em Mazagão.

Segundo o secretário de Justiça e Segurança Pública, Daniel Marsili, a integração entre as forças de segurança, o aprimoramento da inteligência policial e o investimento em infraestrutura operacional foram fundamentais para resgatar a sensação de segurança entre os cidadãos. Ele ressalta que o Amapá hoje está “mais seguro” e que os resultados refletem essa abordagem multidimensional.

MOSTRAR MAIS

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »